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quinta-feira, 17 de abril de 2014

SERMÃO DO ENCONTRO

Por Paróquia São João Batista   Postado As  08:34   Sem Comentários

Hoje nos reunimos aqui para relembrar um encontro de grande significado entre uma Mãe e seu Filho. Encontro que representa o grande sacrifício de um Deus Amor que quis se fazer humano, sofrendo o peso da cruz para nos salvar dos pecados.
Jesus é esse Deus que nos ama mesmo quando nos afastamos Dele. Mesmo quando, pelo pecado, nos é tirada a Graça de sentirmos sua presença, sua paz reconfortante: “Onde foi grande o pecado, muito maior foi a Graça”.
Por amor, Deus nos oferece a liberdade. Por isso, depende de nós, abandonarmos a frieza, o racionalismo, a condição de meros expectadores e sintonizarmos as batidas do nosso coração às de Jesus e às de Maria.
Este Jesus é o mesmo que encontramos muitas vezes com rosto desfigurado de fome à porta de nossa casa, à beira da rua, vivendo a desumanidade das prisões. Quanto peso colocamos nessa cruz que agora Ele carrega quando, com o nosso coração envenenado, não sabemos acolher nossos irmãos. 
A Campanha da Fraternidade deste ano quer nos lembrar que o mundo atual está doente e sofre por falta de fraternidade. Há mão de obra escrava, discriminações e desrespeito à dignidade humana. Sem compromisso com a promoção da vida humana digna e justa não há celebração da Páscoa! 

“É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gal 5,1). Com a sua Paixão, Morte e Ressurreição, Jesus Cristo libertou a humanidade das amarras da morte e do pecado. Não é possível ficar impassível, sabendo que existem seres humanos tratados como mercadoria! Pense na adoção de crianças para remoção de órgãos, em mulheres enganadas e obrigadas a prostituir-se, em trabalhadores explorados, sem direitos nem voz.
Jesus Cristo, Senhor dos Passos, coloca Tuas Mãos benditas sobre nós. Quantas vezes nos sentimos completamente sem forças para prosseguir carregando nossa cruz. Precisamos que Tuas Mãos, que suportaram a mais profunda dor ao serem pregadas na Cruz, reergam-nos e nos curem. Precisamos que nos libertes da dureza de coração, que nos impede de melhor servirmos ao Pai. Mude nosso coração, com o toque consolador de Tuas Mãos!  

Como sofre nossa querida Mãe! Ela tem o coração traspassado pela espada da dor de tantos desencontros da humanidade com Deus. Quantas mães hoje têm o coração traspassado de dor por verem seus filhos nas drogas e vícios, presos, violentados e, como Jesus, morrendo, por não haverem encontrado a quem lhes estendesse a mão. Ao sofrimento dessas mães se une o amor da Mãe Maior, Maria Santíssima.
Ó Mãe das Dores, que tanto chorastes por vosso Filho que veio nos salvar. Dai-nos o verdadeiro arrependimento de nossas faltas e uma sincera mudança de vida. Ó Mãe, pela dor que experimentastes vendo vosso Filho no meio de tantos tormentos, alcançai-nos o amparo nas nossas dores de cada dia. Por piedade, não deixeis de nos amparar na aflição. Recebei-nos em vossos braços para que vendo a Jesus, participemos convosco das alegrias do céu!    

O olhar de Maria é o olhar que toda mãe teria se seu filho estivesse no lugar de Jesus. Mas seu olhar é também de cúmplice na fé de quem sabe, como Jesus, que o Pai fará triunfar seu imenso amor por todos os homens.
Coloquemo-nos, diante de Jesus e de sua mãe, toda a nossa vida. Peçamos por todos nós. Que nosso país possa se encontrar com o Senhor, e trilhar os caminhos que Deus preparou. Que vençamos nossos desencontros neste mundo, onde a falsidade é tão descarada. Voltemos nossos olhares para este encontro e deixemos que ele nos contagie, e mova o mais íntimo de nós, que nos converta verdadeiramente o coração".
Padre Edir
Viçosa, 15/04/14

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Viver a Caridade pela Confissão

Por Paróquia São João Batista   Postado As  14:13   Sem Comentários


 
Pelo Sacramento da Reconciliação, o cristão recebe da misericórdia de Deus o perdão de seus pecados e, ao mesmo tempo, é reconciliado com a Igreja, à qual feriu com o pecado.

O pecado é uma ofensa a Deus; somente Ele pode perdoá-lo! Jesus, Deus bendito, tem o poder de perdoar os pecados: “O Filho do homem tem o poder de perdoar os pecados sobre a terra” (Mc 2,10). Esse poder Ele concedeu à Igreja, para que o exerça em seu nome: “Tudo isso vem de Deus, que nos reconciliou consigo por Cristo e nos confiou o ministério da reconciliação” (2Cor 5,18). Na potência do Espírito do Cristo ressuscitado, a Igreja continua a obra de Jesus de perdoar, em seu nome, os pecados.

Existe remédio para o pecado? Sim! Uma contínua conversão pela penitência, pelas atitudes que revelam mudança interior, conversão do coração. “A penitência interior é uma radical reorientação de vida, um retorno a Deus com todo coração, uma ruptura e aversão ao pecado, juntamente com a reprovação das más ações que cometemos” (n. 1421).

O Sacramento da Penitência insere-se numa atitude mais ampla de volta a Deus e no profundo sentido existencial de que somos pecadores. O pecado é uma ruptura da comunhão com Deus. Ele nos desarruma interiormente e nos faz também romper com os irmãos na fé. O pecado provoca sempre uma ferida não só em nós mesmos, mas também em todo o Corpo de Cristo, que é a Igreja: eu me torno um membro ferido do Corpo de Cristo, prejudicando todo o Corpo do Senhor.

Assim, o perdão nos restitui a amizade e a graça de Deus, dando-nos a verdadeira paz interior, uma verdadeira ressurreição espiritual. O Sacramento também nos reconcilia com a Igreja, comunhão dos irmãos em Cristo. A Reconciliação fortalece também a Igreja, pois cada membro seu que é curado fortalece todo o Corpo de Cristo.

O sacramento deixa-nos mais forte no combate contra o pecado e as más tendências! A Igreja pede que, pelo menos uma vez ao ano, na Páscoa do Senhor, nos confessemos e comunguemos. Isso é o mínimo! Quem ama não dá só mínimo.

Assim, o Sacramento da Confissão é um meio de caridade que nos reconcilia com Deus, com a comunidade e conosco mesmo. Isso é de suma importância para a caminhada cristã e para o nosso processo de conversão.

domingo, 13 de abril de 2014

Domingo de Ramos

Por Paróquia São João Batista   Postado As  13:10   Sem Comentários



O Domingo de Ramos marca o início do período mais importante da Igreja Católica: a Semana Santa. Este é o único domingo da paixão de Cristo. Todos os demais celebram sua ressurreição. Após a bênção dos ramos na Escola Padre Álvaro, às 8 horas, a procissão seguiu até a Igreja matriz de São João Batista, onde foi celebrada a Santa Missa. Compartilhamos aqui parte da homilia do Padre Walter durante a missa:

“Viemos pelo caminho cantando e testemunhando nossa fé, mas nós também teremos que passar pela cruz, assim como Jesus. A entrega ao amor é exigente. A multidão que acompanhava Jesus enquanto entrava em Jerusalém pensava que seria fácil segui-lo. Mas depois, os mesmos que o aplaudiram e levantavam ramos pedem que o crucifiquem.

Essa é uma cena fundamental para a nossa fé. Jesus nos ensina que só venceremos se nos tornarmos discípulos do amor, não multidão. Mesmo diante da doença, dos fracassos econômicos, amorosos e profissionais, precisamos ser discípulos desse amor. Ainda que tenhamos que passar pela morte, sejamos discípulos desse amor.

A única fé que pode responder aos desafios da vida é a fé fundamentada no amor. Jesus escolheu esvaziar-se de sua grandeza para se fazer servo por nós e hoje Ele nos convida: ‘Vem e segue-me”’.

A fé que não é vivida e não é testemunhada todos os dias não convence ninguém. Só venceremos pela via do amor exigente. Mas não tenhamos medo, pois Jesus é fiel. Ele nunca nos abandona, pois prometeu que estaria sempre conosco pela via do amor exigente. Portanto, não sejamos multidão. Sejamos discípulos!”

“Só o amor pode vencer a morte!”





sexta-feira, 11 de abril de 2014

Setenário das Dores

Por Paróquia São João Batista   Postado As  09:23   Sem Comentários


De 06 a 12 de abril, estamos celebrando o Setenário das Dores de Nossa Senhora, com missas nas diferentes comunidades de nossa Paróquia. Na quinta-feira dia 10, a missa foi na Cidade Nova, onde um grande número de pessoas participou da celebração que refletiu sobre a quinta dor de Nossa Mãe: “Maria ao pé da cruz”. Durante a homilia, padre Edir fez a seguinte reflexão:
“Também nós estamos aqui ao pé da cruz, porque, como Maria, queremos ser seguidores de Jesus. Aquele que experimenta o amor de Deus não consegue mais deixá-lo, mas sente necessidade de testemunhá-lo, de levá-lo aos irmãos. Experimentar o amor de Deus é experimentar a verdadeira vida.

Amar significa ter responsabilidade com o outro. Por isso, Deus cuida de nós como um pastor cuida de suas ovelhas. Quando entregamos nossa vida ao amor de Deus, não mais precisamos ser escravos do pecado. Deus nos enviou Jesus para nos libertar de todas as amarras.

As crianças, os jovens, os adultos, todos precisam conhecer esse Deus que nos ama, que é misericordioso e sempre caminha conosco. Peçamos a Jesus que nos ajude a encontrar com Ele, na alegria do seu amor. Precisamos aprender a carregar nossa cruz com amor porque nunca estamos sozinhos. Jesus a carrega conosco todos os dias.

Maria nunca desistiu. Mesmo diante de seu filho morto, ela não se desesperou. Estava morto seu filho amado. Logo Ele que tinha feito tanto bem! E ela continuou de pé. Estar de pé significa prontidão, ânimo, coragem, confiança em Deus. Peçamos a Jesus que nos ajude a estar de pé diante de nossos sofrimentos. Só cairemos se tentarmos caminhar por nós mesmos”.
“Provai e vede como o Senhor é bom. Feliz quem encontra n’Ele o seu refúgio”.




domingo, 6 de abril de 2014

Dos ídolos à Páscoa da Libertação

Por Paróquia São João Batista   Postado As  01:00   Sem Comentários

Há muita gente que pensa que ídolos sejam simplesmente esculturas pelas quais alguém tenha alguma devoção. Na verdade, até mesmo pessoas que não possuem qualquer imagem em casa podem ter algum tipo de idolatria.
Um ídolo é algo ou alguém a quem uma pessoa dirige a maior parte de sua atenção, centra nele seu viver e dedica a ele o lugar de Deus. Assim, um ídolo pode ser, por exemplo, um relacionamento amoroso, ao qual a pessoa considera ser a coisa mais importante de sua vida.

Há pessoas que chegam a morrer por causa de um namoro rompido, não se deixando consolar nem por Deus. Um ídolo pode ser um bem adquirido, uma casa, terra ou coisa desse tipo que se torne a razão da vida dessa pessoa.
Ídolo pode ser ainda um apego desordenado ao sexo, vício, dinheiro ou a qualquer coisa que acabe roubando as melhores energias da pessoa. O ídolo requer atenção constante, desvia o verdadeiro foco da vida, impede a pessoa de ser verdadeiramente livre para amar, servir, se alegrar com o que é belo e bom, santo e verdadeiro.
Somente Deus pode ser o centro do nosso viver, pois qualquer outra coisa que tentasse ocupar o seu lugar jamais seria capaz de nos proporcionar a verdadeira liberdade que gera a vida em abundância.
Ocorre, porém, que temos muito medo de abrirmos mão de nossos ídolos, pois, no fundo, acreditamos que não conseguiremos viver sem eles.
Nesta Quaresma, Deus nos convida a ouvir a sua voz e a abandonarmos nossos ídolos, tendo-O como o único Senhor de nossas vidas. Seu desejo é nos libertar da escravidão a que os ídolos nos submetem, como fez ao povo hebreu quando os tirou do Egito.
Ao nos resgatar em Jesus Cristo, por meio de sua morte e ressurreição, Deus quer nos levar a experimentar as alegrias pascais, tornando-nos criaturas novas, libertas e libertadoras, capazes de construir o seu reino neste mundo. Reino sem as idolatrias do dinheiro, do prazer, do prestígio ou de qualquer outra coisa que oprime os homens e as mulheres criados para as verdadeiras alegrias do viver.
Padre Walter

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Presente de Deus à Igreja

Por Paróquia São João Batista   Postado As  06:16   Sem Comentários


“Vai, Francisco, e repara a minha casa em ruínas”
O último dia 13 de março marcou um ano de pontificado do escolhido que saiu do “fim do mundo”. Esse fim do mundo é para nós do Brasil o “quintal de casa”. E ainda nos sentimos mais fortalecidos na esperança, pois já recebemos a sua bênção em nossas terras. “Bendito o que vem em nome do Senhor”. Mais uma vez o Senhor chamou um homem simples e sábio para servir como referência no nosso modo de viver a fé. Alegramo-nos por sentirmos novamente a ação do Espírito Santo conduzindo a nossa Igreja.
O cardeal Tauran pronunciou “Habemus Papam”. Um homem de olhar terno, Jorge Mario Bergoglio, agora Francisco, avançou e saudou os fiéis: “Fratelli e sorelle, buona sera." (Irmãos e irmãs, boa noite.) Estas cinco palavras marcam o descortinar de um novo tempo para a Igreja. A multidão concentrada na Praça de S. Pedro percebeu e rendeu-se. Nunca se viu um Papa tornar-se tão popular e amado em tão poucos minutos. De fato, nós o amamos, pois é nosso pastor “com o cheiro das ovelhas”. “Ele é um fenômeno”, afirmou Bento XVI.
Bastaram 24 horas para que a imprensa o definisse como “um Papa de gestos” – gestos humildes que prenunciam mudanças revolucionárias. Francisco despoja-se da pompa. Reduz ao mínimo as insígnias pontifícias. Recusa viver “no palácio”. Muda a forma de ser Papa, veste a pele de pastor, próximo das pessoas, porque é um ser humano também. A escolha do nome fez evocar o apelo que em 1205 mudou a vida do povo de Assis: “Vai, Francisco, e repara a minha casa em ruínas”.
Escreveu a revista Time quando, em dezembro, o elegeu a personalidade do ano: “O que torna este Papa tão importante é a rapidez com que captou a esperança de milhões de pessoas que haviam perdido toda a esperança”, inclusive da Igreja. Ou, na expressão de Enzo Bianchi, um monge leigo italiano, despertou nos católicos “o sonho de que uma outra Igreja é possível”.
Depois da exortação apostólica A Alegria do Evangelho, o Financial Times o homenageou em seu editorial: “Numa era em que muitos estão profundamente preocupados com a vaidade das celebridades, o Papa tornou-se rapidamente o símbolo global da compaixão e da humildade”.
Padre Edir


terça-feira, 1 de abril de 2014

Gotas de cura

Por Paróquia São João Batista   Postado As  10:30   Sem Comentários

 


A vida é sempre imprevisível. Aliás, se fosse programada seria muito triste. Que bom que a vida foge de nossos programas. Ela é sempre maior que nossos planos e projetos. Nem sempre veremos os resultados do que fazemos. Nenhuma semente jamais vê a flor ou o fruto. É bom lembrar essa verdade, especialmente diante dos momentos difíceis que teremos de superar. Um dos grandes segredos para um coração curado é aprender a enxergar a vida pelo ângulo correto. Nosso Mestre é Jesus! Sua postura é sempre de alguém que enxerga além do óbvio. Quem vê somente o óbvio não enxerga. Jesus manda olhar para as coisas, para as pessoas e para os acontecimentos de um jeito novo. Ele tem um olhar que vai além da convenção social. Por isso, enquanto todos viam uma prostituta, Ele enxergava uma discípula. Jesus não olhava a partir dos preconceitos. Ele estava sempre desarmado e ajudava as pessoas a se desarmarem. O colírio de vida, receitado e usado por Jesus, precisa ser empregado com muita frequência por todos aqueles que se encontram sedentos dessas gotas de cura interior.

Extraído do livro: Gotas de cura (Pe. Léo)

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