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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Avaliar para Construir

Por Paróquia São João Batista   Postado As  05:49   Sem Comentários
É sempre muito difícil avaliar o desempenho das pessoas, porque julgamos sem realmente conhecer todos os pormenores do trabalho executado. Por isso considero que uma das profissões mais difíceis é a de juiz, já que são muitos detalhes a serem considerados.
As consequências e a eficiência de uma crítica dependem da maneira como a encaramos. Devemos fazer críticas com muito cuidado, já que elas podem facilmente ser entendidas como ofensas. O objetivo de qualquer crítica sempre deve ser a eficiência e qualidade de um trabalho, e nunca a opinião pessoal sobre determinado assunto ou resultado. Ela pode ser feita para motivar e para que as pessoas sejam mais proativas e eficientes.
Algumas coisas devem ser consideradas quando fazemos uma crítica ou avaliamos algo. Primeiramente, você deve ter em mente que suas palavras devem ser usadas para construir e não para destruir. Ao criticar, não se deve apenas apontar os erros ou defeitos da pessoa, mas buscar a melhora no trabalho de toda a equipe. Ao criticar um colega, você também está se criticando, porque todos trabalham juntos pelas mesmas metas e objetivos. Por isso, devemos ser respeitosos e sensíveis, abordando a pessoa de maneira cordial e voluntária.

Além disso, é muito importante saber reconhecer o trabalho e esforço da pessoa. Destacar as virtudes e capacidades desse colega fará com que ele se sinta motivado a continuar o trabalho e enfrente positivamente os obstáculos no caminho.

Quando a pessoa criticada for um superior na hierarquia, a atenção deve ser duplicada. Escolha adequadamente suas palavras e não olhe para a pessoa de maneira altiva ou desafiante. Por outro lado, se a pessoa for uma subordinada, o respeito deve ser o mesmo. A crítica não é apenas apontar erros, mas também indicar alternativas e explicações.

Por último e também muito importante: a pessoa que foi criticada tem o direito de se explicar, discordar e argumentar sobre a situação. Se você não concorda, coloque-se no lugar do outro. O que faria se seu esforço fosse alvo de críticas? Tenha sempre humildade, proatividade e respeito para com seu esforço e o dos outros.
Fonte: Universia Brasil


sábado, 26 de março de 2016

Páscoa - Passagem, Sede passantes!

Por Paróquia São João Batista   Postado As  10:41   Sem Comentários

Este tema da passagem é o tema da Páscoa.
Pessah em hebraico, quer dizer passagem.
A passagem, no rio, de uma margem à outra margem, a passagem de um pensamento a outro pensamento, a passagem de um estado de consciência a outro estado de consciência.
A passagem de um modo de vida a um outro modo de vida. Somos passageiros.

A vida é uma ponte e, como diziam os antigos, não se constrói sua casa sobre uma ponte.
Temos que manter, ao mesmo tempo, as duas margens do rio, a matéria e o espírito, o céu e a terra, o masculino e o feminino e fazer a ponte entre estas nossas diferentes partes, sabendo que estamos de passagem.

É importante lembrar-se do carácter passageiro de nossa existência, da impermanência de todas as coisas, pois o sofrimento geralmente é de querermos fazer durar o que não foi feito para durar.
É a passagem da escravidão para a liberdade, passagem que é simbolizada pela migração dos hebreus, do Egito para a terra Prometida. Mas não é preciso temer o Mar Vermelho.

O mar de nossas memórias, de nossos medos, de nossas reações.
Temos que atravessar todas estas ondas, todas estas tempestades, para tocar a terra da liberdade, o espaço da liberdade que existe dentro de nós.
Sede passantes.

Creio que esta palavra é verdadeiramente um convite para continuarmos nosso caminho a partir do lugar onde algumas vezes paramos.
Observemos o que pára a vida em nós, o que impede o amor e o perdão, onde se localiza o medo dentro de nós.
É por lá que é preciso passar, é lá o nosso Mar Vermelho.
Mas, ao mesmo tempo, não esqueçamos a luz, não esqueçamos a liberdade, a terra que nos foi prometida.
Jean-Yves Leloup

domingo, 20 de março de 2016

Hosana Hey - Domingo de Ramos, iniciamos a Semana Santa

Por Paróquia São João Batista   Postado As  07:25   Sem Comentários

Com o Domingo de Ramos, iniciamos a Semana Santa.
A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém marca o fim daquilo que Jerusalém representava para o Antigo Testamento e assinala o início da nova Jerusalém, a Igreja, que se estenderá por todo o mundo
como um sinal universal da futura redenção.

Na Igreja primitiva a celebração desse domingo focalizava aspectos diferentes:
Em Roma, o tema central era a Paixão do Senhor; em Jerusalém, era a Entrada triunfal de Jesus, destacando a Procissão dos ramos.
Atualmente, as duas tradições se integram numa única celebração.
- Por isso, a celebração começa com o rito da bênção dos ramos, a leitura da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e a procissão.
- Termina com a celebração da Eucaristia, com a proclamação da Paixão.
O Evangelho convida-nos a contemplar a PAIXÃO e Morte de Jesus, segundo a narrativa de Lucas. (Lc 22, 1-49)
O Sentido da Paixão e Morte de Jesus:
A morte de Jesus deve ser entendida no contexto daquilo que foi a sua vida. Desde cedo, Jesus percebeu que o Pai o chamava a uma missão:
Anunciar a Boa Nova aos pobres e pôr em liberdade os oprimidos. 

 - Ensinou que Deus era amor e não excluía ninguém, nem os pecadores; ensinou que os pobres e os marginalizados eram os preferidos de Deus.
- Avisou os “ricos” e os poderosos, de que o egoísmo e o orgulho, só podiam conduzir à morte.

- O projeto libertador de Jesus entrou em choque com as autoridades, que se sentiram incomodadas com a denúncia de Jesus: não estavam dispostas a renunciar poder, influência, domínio, privilégios.
Por isso, prenderam Jesus, julgaram-no, condenaram-no e pregaram-no na cruz. A morte de Jesus é a conseqüência do anúncio do Reino que provocou tensões e resistências.

Celebrar a Paixão e Morte de Jesus
é abismar-se na contemplação de um Deus a quem o amor tornou frágil...
Por amor, ele veio ao nosso encontro, assumiu os nossos limites, experimentou a fome, o sono, o cansaço, conheceu a mordedura das tentações, tremeu perante a morte, suou sangue antes de aceitar a vontade do Pai; e, estendido no chão, esmagado contra a terra, traído, abandonado, incompreendido, continuou a amar.
Contemplar a Cruz onde se manifesta o amor de Jesus:
- Significa assumir a mesma atitude de amor, de entrega e solidarizar-se com os que continuam sendo crucificados...
- Significa denunciar tudo o que gera ódio, divisão, medo...
- Significa evitar que os homens continuem a crucificar outros homens.
- Significa aprender com Jesus a entregar a vida por amor...

Somos convidados a começar a Semana Santa, com um novo ardor...
Que o grito de alegria de hoje, não se converta em "crucifica-o", na sexta feira.
Que os ramos, que são brotos novos de propósitos santos, não murchem nas mãos e se convertam em ramos secos.
Caminhemos até a Páscoa com amor.

Levamos hoje para casa RAMOS BENTOS, como lembrança dessa celebração. 
Não devem ser vistos como algo folclórico, como amuletos da sorte ou de proteção contra os perigos,
mas algo sagrado, que levamos para casa como um SINAL visível do compromisso assumido
de seguir Jesus no caminho ao Pai.
A presença dos ramos em nossos lares deve ser uma lembrança de que hoje aclamamos a Jesus, como nosso Rei, e que desejamos aclamá-lo durante toda a nossa vida, como nosso Salvador.
                    Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 20.03.2016 (adaptação)

terça-feira, 8 de março de 2016

Ser mulher é um dom e precisa ser lembrado sempre

Por Paróquia São João Batista   Postado As  08:10   Sem Comentários
A alegria de ser mulher está entremeada de desafios que nosso tempo impõe ou que nós mesmas colocamos como alterações em nossa forma de ser. Faz parte da realidade feminina, nos dias atuais, várias jornadas de trabalho: a empresa, a casa, o marido, o cuidado com os filhos, como levá-los à escola e, muitas vezes, criá-los sozinhas. Há tantas outras situações vivenciadas pela mulher! Porém, muitas delas se sentem perdidas, não encontram sentido na vida e acabam endurecidas e até mesmo entristecidas.

Mesmo assim, acredito que o grande desafio da mulher é ser mulher. Como assim? Já percebeu o quanto a mulher perdeu sua origem? Na competição por direitos iguais, nós as vemos colocando-se como rivais dos homens, como aquelas que disputam, da mesma forma, os espaços antes ocupados por eles. É claro que precisamos trabalhar e ter nossas conquistas, mas já viram quantas se queixam da solidão, da falta de um companheiro, do abandono?
O Papa João Paulo II tece, em uma de suas cartas, um belíssimo comentário sobre nós, dizendo que “rende graças por todas e cada uma das mulheres: pelas mães, pelas irmãs, pelas esposas; pelas mulheres consagradas a Deus na virgindade; pelas mulheres que se dedicam a tantos e tantos seres humanos, que esperam o amor gratuito de outra pessoa; pelas mulheres que cuidam do ser humano na família, que é o sinal fundamental da sociedade humana; pelas mulheres que trabalham profissionalmente, mulheres que, às vezes, carregam uma grande responsabilidade social; pelas mulheres perfeitas e pelas mulheres fracas“.
Com toda a beleza que foi dada especialmente a nós, vale uma grande reflexão ligada à importância da valorização da essência feminina. Ao deixar essa essência de lado, muitas vezes nos fechamos ao amor, àquilo que é natural a cada uma de nós.
Deixamos de nos valorizar e, muitas vezes, queremos ser valorizadas pelos homens. É tempo de rever nossa postura no mundo, de voltar ao essencial; não vamos voltar ao século passado, mas é importante que possamos atualizar o ser mulher em nosso tempo, não nos esquecendo da riqueza desse dom único e especial: ser mulher! É tempo de retomada, de viver valores esquecidos, dons adormecidos e sinais do feminino. É tempo de reavivar a natureza tão bela da mulher, do equilíbrio, da doçura e da força, de todo este universo de características que nos fazem mulher, mas que, muitas vezes, foram deixadas de lado.
Elaine Ribeiro dos Santos

Paróquia de São João Batista - Viçosa, MG

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Sacramento da Reconciliação: encontro com a misericórdia de Deus

Por Paróquia São João Batista   Postado As  10:57   Sem Comentários
Mutirão de Confissões de 14h às 17h e após às 19h
26/02 - Paróquia de São Silvestre
02/03 – Paróquia de Santa Rita de Cássia
03/03 – Paróquia de São João Batista
11/03 – Paróquia de Nossa Senhora de Fátima

Exame de consciência para adultos

 Acredito num Salvador que me ama, que perdoa os meus pecados e que me dá a graça de me tornar santo. Jesus Cristo, através do ministério dos Seus sacerdotes, faz ambas as coisas no Sacramento da Penitência. 
“Mesmo que os teus pecados sejam como escarlate, ficarão brancos como neve.” (Isaías 1, 18)

 “Não vim chamar os justos, mas os pecadores.” (Mateus 9,13)

 “Os homens receberam de Deus um poder que não foi dado aos anjos nem aos arcanjos. Nunca foi dito aos espíritos celestes, “O que ligardes e desligardes na Terra será ligado e desligado no Céu.” Os príncipes deste mundo só podem ligar e desligar o corpo.
 O poder do sacerdote vai mais além; alcança a alma, e exerce-se não só em batizar, mas ainda mais em perdoar os pecados. Não coremos, pois, ao confessar as nossas faltas. Quem se envergonhar de revelar os seus pecados a um homem, e não os confessar, será envergonhado no Dia do Juízo na presença de tudo o Universo.” (S. João Crisóstomo, Tratado sobre os Sacerdotes, Liv. 3)


Oração para antes da Confissão:

 Senhor, iluminai-me para me ver a mim próprio tal como Vós me vedes, e dai-me a graça de me arrepender verdadeira e efetivamente dos meus pecados. O Virgem Santíssima, ajudai-me a fazer uma boa confissão. 

Como se Confessar:

 Antes de mais, examine bem a sua consciência. Em seguida, diga ao sacerdote que pecados específicos cometeu, e, com a maior exatidão possível, quantas vezes os cometeu desde a sua última boa confissão. Só é obrigado a confessar os pecados mortais, visto que pode obter o perdão dos seus pecados veniais através de sacrifícios e atos de caridade. Se estiver em dúvida sobre se um pecado é mortal ou venial, mencione ao confessor a sua dúvida. Recorde-se, também, que a confissão dos pecados veniais ajuda muito a evitar o pecado e a avançar na direção do Céu. 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Cuide do seu casamento assim e nunca se arrependerá dele

Por Paróquia São João Batista   Postado As  08:11   Sem Comentários
Meu cônjuge é o meu caminho, minha vida, meu lar, o lugar no qual descanso e me encontro com Deus.
É importante encontrar espaços nos quais possamos crescer em nosso caminho. Cuidar da cumplicidade quando estamos juntos, sozinhos ou em público. Tratar-nos com delicadeza, sem nos ferirmos. 

Nunca deixar que o outro se sinta sozinho. Que saiba que estou aqui, ao seu lado, caminhando em sua vida, quando ele está perto ou longe. Também quando estamos com mais gente.
Não contar sobre nossa vida íntima a outras pessoas. O que vivemos é nosso e ninguém precisa conhecer. Não rir nem reclamar dele diante dos outros. Viver a castidade também é guardar sua dignidade, sua honra, sua fama, seu nome, sua imagem.

É importante cuidar da
 intimidade conjugal a todo momento. Cuidar desse espaço no qual podemos nos entregar por inteiro. Cuidar do descanso e do diálogo. Que possamos estar juntos sem interferências.
Que o celular, o trabalho, a televisão, os seriados não nos façam deixar de cuidar do amor. Precisamos cuidar do que é nosso, desses tempos sagrados nos quais compartilhamos a vida.
Que não nos dispersemos nos amigos, nas reuniões familiares, sociais. O cônjuge é sempre a prioridade.

Por ele, faço coisas que jamais faria por outra pessoa, e deixo de fazer outras que gostaria de fazer. E faço isso feliz, porque o amo.
Por ele, deixei tudo. Por ele, começo de novo. Meu cônjuge é para mim o amor único, minha
 prioridade em tudo.
Quando éramos namorados, vimos na outra pessoa algo novo, que nos completava, complementava, encantava. O que era isso?
Agora é hora de recordar isso. Esse
 amor continua vivo na minha alma? O outro é o meu caminho. Minha vida. Meu lar. O lugar no qual descanso e me encontro com Deus.
O amor só é possível a partir dessa verdade. A partir da minha verdade, entrego-me inteiramente. E acolho a verdade do outro com alegria. Por isso, é fundamental nunca mentir, não ocultar coisas importantes que o outro deveria saber.
Não mentir com pensamentos, palavras ou segredos. Que minha vida seja transparente para o outro, limpa. Que ele saiba o que faço, o que sinto, o que me preocupa.
Meu olhar é muito importante. O olhar franco e verdadeiro. Puro e autêntico.

Como olho para meu cônjuge? Sou transparente, autêntico, verdadeiro?

sábado, 20 de fevereiro de 2016

No monte Tabor

Por Paróquia São João Batista   Postado As  03:26   Sem Comentários

 Estamos no 2º domingo da Quaresma.
A Liturgia nos convida a subir o Monte Tabor para fortalecer a nossa fé em nossa caminhada quaresmal.
A Quaresma é o caminho de nossa transfiguração em Cristo. O Tabor é uma parada que Jesus faz em sua caminhada para o Calvário. É o lugar onde Deus reanima seus amigos e lhes dá as forças necessárias para chegar também eles à cruz.
As leituras apresentam pistas para a nossa "TRANSFIGURAÇÃO".

A 1ª Leitura nos fala da FÉ DE ABRAÃO. (Gn 15,5-12.17-18) Abraão já está velho, sem filhos, sem a terra sonhada e sua vida parece condenada ao fracasso. Deus lhe garante a Posse de uma Terra e uma descendência numerosa...
Ele confia totalmente em Deus e se põe a serviço dos desígnios do Senhor.
* Abraão é um modelo de fé: confia totalmente em Deus, aceita os planos de Deus e se põe a serviço deles.
Na 2a leitura, PAULO mostra sua FÉ na transfiguração, apesar do que via e condenava na comunidade: "Ele transformará o nosso corpo humilhado e  o tornará semelhante ao seu corpo glorificado". (Fl 3,17-4,1)
* A nossa transfiguração e a transformação do mundo atual exigem um processo contínuo de conversão.

O Evangelho apresenta a FÉ DOS APÓSTOLOS, fortalecida na MONTANHA pela Transfiguração de Jesus. (Lc 9,28b-36) Jesus está a caminho de Jerusalém com os Apóstolos. O 1o anúncio da PAIXÃO provoca neles uma crise profunda...
Desmoronam as esperanças messiânicas, impregnadas de triunfalismo...
Os Apóstolos, decepcionados, entram numa profunda crise. Para reanimar a fé abalada deles, Jesus...
- recorre à oração, na MONTANHA, lugar sagrado por excelência, onde Deus se revela ao homem e lhe apresenta seus projetos.
- se transfigura: Todo encontro autêntico com Deus deixa marcas visíveis no rosto das pessoas, como em Moisés ao descer do Sinai;
- Uma Voz confirma: "Este é o meu filho amado, escutai-o".
  Ao descer do monte, uma nova energia inundaria a sua pessoa e o coração dos apóstolos, para continuar a marcha para Jerusalém, onde seria crucificado...

O que fazemos no DOMINGO?
SUBIMOS a Montanha... para contemplar esse Rosto... para escutar essa Voz?
e depois DESCEMOS reanimados para prosseguir a nossa caminhada?
A nossa fé na transfiguração nos deve levar a transfigurar todo o nosso ser e transformar o mundo que nos rodeia. A humanidade se transforma e renasce quando escuta a Palavra do Pai em seu Filho e a põe em prática.
                                      Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa

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