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sábado, 30 de abril de 2016

Morada de Deus

Por Paróquia São João Batista   Postado As  10:02   Sem Comentários

Cristo promete aos seus discípulos enviar o ESPÍRITO SANTO: "Ele vos ENSINARÁ e RECORDARÁ tudo o que vos tenho dito" e vir morar no coração do homem com o PAI: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa MORADA..." (Jo 14,23-29)
Que alegria saber que a Santíssima Trindade habita em nossa pobreza. E que o que ele nos pede, é algo que podemos dar, o nosso amor...
 "Emanuel": Deus conosco, a Arca da Aliança, a Tenda... "Porei minha casa bem no meio de vós,e o meu coração nunca mais vos deixará”. (Lev 26,11)
  No tempo de Jesus: Morada de Deus era o Templo de Jerusalém...

Para CRISTO, Morada de Deus pode ser o coração de todo cristão:  "O Pai e Eu faremos nele MORADA..."
  Com a Samaritana: fala dos adoradores em "Espírito e Verdade".
  Os verdadeiros adoradores do Pai não precisam de uma Igreja de luxo...  Deus poderá ser adorado na igreja do coração de todo cristão.

- Estará presente até os confins da terra:
  Essa presença do Espírito não pode ficar fechada e escondida no coração dos discípulos.
  Pelo contrário, deverá ser revelada até os "confins da terra" pelo testemunho dos Apóstolos e de quantos amam Jesus de verdade.
  A Missão de Jesus: ser testemunha até Jerusalém...  A Missão dos Apóstolos: serem testemunhas até os "confins da terra".

A Morada de Deus na pessoa, que escuta a Palavra de Jesus, cria uma nova relação entre Deus e a pessoa humana. No culto da nova aliança, mais que em templos materiais e em altares de pedra, Deus habita de forma íntima e profunda na comunidade de fé e em cada um de seus membros.
Mora em quem ama a Cristo mediante a escuta e a prática de sua Palavra. A pessoa humana é o templo da presença de Deus.

- Cada cristão, que assume o projeto de Deus,  é a MORADA, onde Deus se encontra e se manifesta ao mundo.
  NOSSA ATITUDE: Respeito a este hóspede: em nossa pessoa e na pessoa dos irmãos...
  Daí decorre também o nosso compromisso de proteger e  promover a vida em todas as suas dimensões.
                                                                                                       Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 01.05.2016 (adaptação)

sábado, 23 de abril de 2016

Qualquer vento de doutrina

Por Paróquia São João Batista   Postado As  14:23   Sem Comentários

No Evangelho de Jesus segundo Lucas, encontramos a informação de que “muitos empreenderam compor uma história dos acontecimentos que se realizaram entre nós”. Lucas, “depois de haver diligentemente investigado tudo desde o princípio” achou por bem escrever para que Teófilo pudesse conhecer a solidez dos ensinamentos de Jesus.

Nossa sede, nossa busca de saber, é intensa, mas o que “cai na rede” nem sempre nos atende. E Teófilo anda às escuras por ai, muitas vezes, alienado. Alguns Teófilos gostam de ler, estudar, ir a fundo no conhecimento. Outros Teófilos se contentam de “ouvir dizer” e ficam por isso mesmo, guardando e repassando informações – nem sempre verídicas – que os satisfaçam ao longo do tempo. Pode-se dizer, vão vivendo bem assim.

Recentemente, ao conversar com uma mãe que procurava o Curso de Batismo para si, a fim de batizar sua criança, ouvi o seguinte: “não comungo, pois falaram que mãe solteira não pode comungar”. Isso me tocou no fundo da alma, como uma chama ardente. Olhei para a pessoa e questionei num trocadilho: “quem falaram?” e foram surgindo nomes conhecidos e desconhecidos.
Imediatamente, lembrei-me da frase atribuída ao Papa Francisco “não existe mãe solteira, existe mãe” e a citei naquele momento. E fui lhe esclarecendo sobre a importância de viver unido a Jesus e buscar os dons do Espírito Santo, deixando-se amar pelo Pai do Céu, para obter a felicidade mais completa. O sacramento é o sinal visível da presença de Deus, em sua vida e na vida da sua criança.

E, perante inúmeras fontes de informação, formação, novenas, livros, palestras etc. estamos ainda encontrando pelo caminho, mais do que imaginamos, pessoas que gostariam de encontrar Deus, mas não buscam conhecer a solidez dos ensinamentos de Jesus e se amoldam na ignorância e no comodismo, guiados por qualquer vento de doutrina. Levam sua fé, como se fosse um fardo pesado, nem sequer abrem a Bíblia, não experimentam o amor de Deus. Diante de tão importante dádiva, não podemos ficar parados! Vamos, Teófilos, busquemos o Senhor, enquanto Ele se deixa encontrar.

Néia Fontes

sábado, 16 de abril de 2016

O Bom Pastor

Por Paróquia São João Batista   Postado As  04:42   Sem Comentários

Quem são os "Verdadeiros Pastores"?
Hoje muitos se apresentam como Pastores, prometendo vida, conforto, felicidade...
- Em quem devemos confiar? Quem são os "verdadeiros Pastores"?

- CRISTO: É o único Pastor dos cristãos, da Igreja, na qual os demais pastores são apenas instrumentos.
- Pessoas que presidem e animam nossas comunidades cristãs:
  Bispos, Padres, Ministros... apesar dos seus limites e imperfeições; mas o único Pastor, que devemos escutar e a seguir sem condições, é Cristo. 
- Pessoas que ensinam a mensagem de Cristo:
   . Os pais, os mestres, os Catequistas...
   . Os companheiros de trabalho que se comportam com honestidade,
   . A mãe, que marcada pela dor, tudo suporta com paciência e com amor,
   . O Pai que educa o filho para o perdão, para a reconciliação, para a partilha...

Características do Bom Pastor:
  O BOM PASTOR... abre caminho... conhece suas ovelhas... é providente... vigia as ovelhas e as cura... deseja salvar todo o rebanho; é missionário... é coração....
  O Bom Pastor dá a vida por suas ovelhas...

A Atitude das OVELHAS:
- Elas ESCUTAM: Supõe... a alegre adesão ao conteúdo do que se escuta, a obediência à pessoa que fala, a escolha de vida daquele que se dirige a nós...
- Elas CONHECEM: Envolve toda a pessoa humana (mente, coração, vontade), deixando-se transformar pela sua voz no caminho da vida;
- Elas SEGUEM: Cristo torna-se o único guia de sua vida...

Quem são as ovelhas desse Rebanho?
- Só os que foram batizados e estão associados a uma paróquia?
  Só os que freqüentam regularmente a igreja?

- São todas as pessoas que ESCUTAM A SUA VOZ e O SEGUEM...
  Pode ser discípulo do bom Pastor também aquele que, embora não conheça Cristo, se sacrifica pelo pobre, pratica a justiça, a fraternidade, a partilha dos bens, a hospitalidade, a fidelidade, a sinceridade, a recusa à violência, o perdão aos inimigos, o compromisso com a paz.

53º Dia Mundial de Oração pelas Vocações:
Com o tema «A Igreja, mãe de vocações» o Papa exorta todos os fiéis a assumirem as suas responsabilidades no cuidado e discernimento vocacionais. "Como gostaria que todos os batizados pudessem, no decurso do Jubileu da Misericórdia, experimentar a alegria de pertencer à Igreja!". "A Igreja é a casa da misericórdia e também a «terra» onde a vocação germina, cresce e dá fruto".
                                              Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa (adaptação)

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Avaliar para Construir

Por Paróquia São João Batista   Postado As  05:49   Sem Comentários
É sempre muito difícil avaliar o desempenho das pessoas, porque julgamos sem realmente conhecer todos os pormenores do trabalho executado. Por isso considero que uma das profissões mais difíceis é a de juiz, já que são muitos detalhes a serem considerados.
As consequências e a eficiência de uma crítica dependem da maneira como a encaramos. Devemos fazer críticas com muito cuidado, já que elas podem facilmente ser entendidas como ofensas. O objetivo de qualquer crítica sempre deve ser a eficiência e qualidade de um trabalho, e nunca a opinião pessoal sobre determinado assunto ou resultado. Ela pode ser feita para motivar e para que as pessoas sejam mais proativas e eficientes.
Algumas coisas devem ser consideradas quando fazemos uma crítica ou avaliamos algo. Primeiramente, você deve ter em mente que suas palavras devem ser usadas para construir e não para destruir. Ao criticar, não se deve apenas apontar os erros ou defeitos da pessoa, mas buscar a melhora no trabalho de toda a equipe. Ao criticar um colega, você também está se criticando, porque todos trabalham juntos pelas mesmas metas e objetivos. Por isso, devemos ser respeitosos e sensíveis, abordando a pessoa de maneira cordial e voluntária.

Além disso, é muito importante saber reconhecer o trabalho e esforço da pessoa. Destacar as virtudes e capacidades desse colega fará com que ele se sinta motivado a continuar o trabalho e enfrente positivamente os obstáculos no caminho.

Quando a pessoa criticada for um superior na hierarquia, a atenção deve ser duplicada. Escolha adequadamente suas palavras e não olhe para a pessoa de maneira altiva ou desafiante. Por outro lado, se a pessoa for uma subordinada, o respeito deve ser o mesmo. A crítica não é apenas apontar erros, mas também indicar alternativas e explicações.

Por último e também muito importante: a pessoa que foi criticada tem o direito de se explicar, discordar e argumentar sobre a situação. Se você não concorda, coloque-se no lugar do outro. O que faria se seu esforço fosse alvo de críticas? Tenha sempre humildade, proatividade e respeito para com seu esforço e o dos outros.
Fonte: Universia Brasil


sábado, 26 de março de 2016

Páscoa - Passagem, Sede passantes!

Por Paróquia São João Batista   Postado As  10:41   Sem Comentários

Este tema da passagem é o tema da Páscoa.
Pessah em hebraico, quer dizer passagem.
A passagem, no rio, de uma margem à outra margem, a passagem de um pensamento a outro pensamento, a passagem de um estado de consciência a outro estado de consciência.
A passagem de um modo de vida a um outro modo de vida. Somos passageiros.

A vida é uma ponte e, como diziam os antigos, não se constrói sua casa sobre uma ponte.
Temos que manter, ao mesmo tempo, as duas margens do rio, a matéria e o espírito, o céu e a terra, o masculino e o feminino e fazer a ponte entre estas nossas diferentes partes, sabendo que estamos de passagem.

É importante lembrar-se do carácter passageiro de nossa existência, da impermanência de todas as coisas, pois o sofrimento geralmente é de querermos fazer durar o que não foi feito para durar.
É a passagem da escravidão para a liberdade, passagem que é simbolizada pela migração dos hebreus, do Egito para a terra Prometida. Mas não é preciso temer o Mar Vermelho.

O mar de nossas memórias, de nossos medos, de nossas reações.
Temos que atravessar todas estas ondas, todas estas tempestades, para tocar a terra da liberdade, o espaço da liberdade que existe dentro de nós.
Sede passantes.

Creio que esta palavra é verdadeiramente um convite para continuarmos nosso caminho a partir do lugar onde algumas vezes paramos.
Observemos o que pára a vida em nós, o que impede o amor e o perdão, onde se localiza o medo dentro de nós.
É por lá que é preciso passar, é lá o nosso Mar Vermelho.
Mas, ao mesmo tempo, não esqueçamos a luz, não esqueçamos a liberdade, a terra que nos foi prometida.
Jean-Yves Leloup

domingo, 20 de março de 2016

Hosana Hey - Domingo de Ramos, iniciamos a Semana Santa

Por Paróquia São João Batista   Postado As  07:25   Sem Comentários

Com o Domingo de Ramos, iniciamos a Semana Santa.
A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém marca o fim daquilo que Jerusalém representava para o Antigo Testamento e assinala o início da nova Jerusalém, a Igreja, que se estenderá por todo o mundo
como um sinal universal da futura redenção.

Na Igreja primitiva a celebração desse domingo focalizava aspectos diferentes:
Em Roma, o tema central era a Paixão do Senhor; em Jerusalém, era a Entrada triunfal de Jesus, destacando a Procissão dos ramos.
Atualmente, as duas tradições se integram numa única celebração.
- Por isso, a celebração começa com o rito da bênção dos ramos, a leitura da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e a procissão.
- Termina com a celebração da Eucaristia, com a proclamação da Paixão.
O Evangelho convida-nos a contemplar a PAIXÃO e Morte de Jesus, segundo a narrativa de Lucas. (Lc 22, 1-49)
O Sentido da Paixão e Morte de Jesus:
A morte de Jesus deve ser entendida no contexto daquilo que foi a sua vida. Desde cedo, Jesus percebeu que o Pai o chamava a uma missão:
Anunciar a Boa Nova aos pobres e pôr em liberdade os oprimidos. 

 - Ensinou que Deus era amor e não excluía ninguém, nem os pecadores; ensinou que os pobres e os marginalizados eram os preferidos de Deus.
- Avisou os “ricos” e os poderosos, de que o egoísmo e o orgulho, só podiam conduzir à morte.

- O projeto libertador de Jesus entrou em choque com as autoridades, que se sentiram incomodadas com a denúncia de Jesus: não estavam dispostas a renunciar poder, influência, domínio, privilégios.
Por isso, prenderam Jesus, julgaram-no, condenaram-no e pregaram-no na cruz. A morte de Jesus é a conseqüência do anúncio do Reino que provocou tensões e resistências.

Celebrar a Paixão e Morte de Jesus
é abismar-se na contemplação de um Deus a quem o amor tornou frágil...
Por amor, ele veio ao nosso encontro, assumiu os nossos limites, experimentou a fome, o sono, o cansaço, conheceu a mordedura das tentações, tremeu perante a morte, suou sangue antes de aceitar a vontade do Pai; e, estendido no chão, esmagado contra a terra, traído, abandonado, incompreendido, continuou a amar.
Contemplar a Cruz onde se manifesta o amor de Jesus:
- Significa assumir a mesma atitude de amor, de entrega e solidarizar-se com os que continuam sendo crucificados...
- Significa denunciar tudo o que gera ódio, divisão, medo...
- Significa evitar que os homens continuem a crucificar outros homens.
- Significa aprender com Jesus a entregar a vida por amor...

Somos convidados a começar a Semana Santa, com um novo ardor...
Que o grito de alegria de hoje, não se converta em "crucifica-o", na sexta feira.
Que os ramos, que são brotos novos de propósitos santos, não murchem nas mãos e se convertam em ramos secos.
Caminhemos até a Páscoa com amor.

Levamos hoje para casa RAMOS BENTOS, como lembrança dessa celebração. 
Não devem ser vistos como algo folclórico, como amuletos da sorte ou de proteção contra os perigos,
mas algo sagrado, que levamos para casa como um SINAL visível do compromisso assumido
de seguir Jesus no caminho ao Pai.
A presença dos ramos em nossos lares deve ser uma lembrança de que hoje aclamamos a Jesus, como nosso Rei, e que desejamos aclamá-lo durante toda a nossa vida, como nosso Salvador.
                    Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 20.03.2016 (adaptação)

terça-feira, 8 de março de 2016

Ser mulher é um dom e precisa ser lembrado sempre

Por Paróquia São João Batista   Postado As  08:10   Sem Comentários
A alegria de ser mulher está entremeada de desafios que nosso tempo impõe ou que nós mesmas colocamos como alterações em nossa forma de ser. Faz parte da realidade feminina, nos dias atuais, várias jornadas de trabalho: a empresa, a casa, o marido, o cuidado com os filhos, como levá-los à escola e, muitas vezes, criá-los sozinhas. Há tantas outras situações vivenciadas pela mulher! Porém, muitas delas se sentem perdidas, não encontram sentido na vida e acabam endurecidas e até mesmo entristecidas.

Mesmo assim, acredito que o grande desafio da mulher é ser mulher. Como assim? Já percebeu o quanto a mulher perdeu sua origem? Na competição por direitos iguais, nós as vemos colocando-se como rivais dos homens, como aquelas que disputam, da mesma forma, os espaços antes ocupados por eles. É claro que precisamos trabalhar e ter nossas conquistas, mas já viram quantas se queixam da solidão, da falta de um companheiro, do abandono?
O Papa João Paulo II tece, em uma de suas cartas, um belíssimo comentário sobre nós, dizendo que “rende graças por todas e cada uma das mulheres: pelas mães, pelas irmãs, pelas esposas; pelas mulheres consagradas a Deus na virgindade; pelas mulheres que se dedicam a tantos e tantos seres humanos, que esperam o amor gratuito de outra pessoa; pelas mulheres que cuidam do ser humano na família, que é o sinal fundamental da sociedade humana; pelas mulheres que trabalham profissionalmente, mulheres que, às vezes, carregam uma grande responsabilidade social; pelas mulheres perfeitas e pelas mulheres fracas“.
Com toda a beleza que foi dada especialmente a nós, vale uma grande reflexão ligada à importância da valorização da essência feminina. Ao deixar essa essência de lado, muitas vezes nos fechamos ao amor, àquilo que é natural a cada uma de nós.
Deixamos de nos valorizar e, muitas vezes, queremos ser valorizadas pelos homens. É tempo de rever nossa postura no mundo, de voltar ao essencial; não vamos voltar ao século passado, mas é importante que possamos atualizar o ser mulher em nosso tempo, não nos esquecendo da riqueza desse dom único e especial: ser mulher! É tempo de retomada, de viver valores esquecidos, dons adormecidos e sinais do feminino. É tempo de reavivar a natureza tão bela da mulher, do equilíbrio, da doçura e da força, de todo este universo de características que nos fazem mulher, mas que, muitas vezes, foram deixadas de lado.
Elaine Ribeiro dos Santos

Paróquia de São João Batista - Viçosa, MG

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