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sábado, 5 de maio de 2018

Discípulos da Paz

Por Paróquia São João Batista   Postado As  06:45   Sem Comentários
Apesar de ser considerado um país abençoado, pacífico, o Brasil é um país extremamente violento. Os números assustam. Possuidor de 3% da população mundial, nosso país é responsável por quase 13% dos assassinatos que ocorrem em todo planeta. Em 2014 contabilizaram-se 59.627 mortes, sendo que em 58% dos casos as vítimas são os jovens.

Essas cifras revelam que no Brasil acontecem mais homicídios do que em diversos países em guerra. De modo geral, a violência não só transparece nas interações cotidianas. Ela permeia também as instituições sociais, o mundo da cultura, da política, economia, gerando exclusão e desigualdade social e produzindo modos de vida violentos. Atualmente, o público-alvo da violência no Brasil é o mais amplo possível. 

Entre as vítimas encontram-se negros, índios, migrantes, imigrantes, jovens, crianças, adolescentes, mulheres e homens, trabalhadores rurais, povos tradicionais, policiais. As causas deste fenômeno também são as mais diversas: racismo, xenofobia (violência racial); homicídios, tráfico de drogas (violência contra os jovens); abuso sexual, ataques verbais e físicos, pobreza (violência doméstica); exploração sexual e tráfico humano; disputa pela terra, água (violência contra os trabalhadores rurais e povos tradicionais); narcotráfico; intolerância e fanatismo religioso; corrupção e violência no trânsito. 

Enfim, a violência como sistema no Brasil não é um fato pontual. Ela nos remonta ao período colonial de nossa história onde se intensificou e perdura até hoje uma sociedade altamente hierarquizada baseada em relações de mando e subordinação. Diante desse quadro, cabe a nós enquanto discípulos-missionários de Jesus Cristo numa Igreja em saída lutarmos por uma sociedade mais justa, fraterna e solidária, onde todos nós sejamos na paz e no amor, irmãos uns dos outros. 

Diácono Daniel Júnior dos Santos
Colaborador da Paróquia São João Batista - Viçosa

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Pecado: Mal que Destrói a Vida

Por Paróquia São João Batista   Postado As  14:28   Sem Comentários

O pecado é algo tão deformante que nos faz gostar de porcaria como se fosse iguaria. Assim a pessoa imersa no pecado tem sua mente tão obscurecida que passa a amar o que a prejudica; o que pode até mesmo tornar sua vida um inferno. 
Ainda que, em alguns momentos de lucidez, perceba quão danosa é a situação em que vive, por ter desenvolvido apego e gosto por aquilo, julga uma perda imensa ter que deixá-lo. Triste é a situação do pecador! Sim! O pecado é a situação mais deplorável e danosa ao ser humano. Pior do que a pobreza, a doença ou a morte, o pecado nos atinge lá onde mora o que de mais precioso temos: nossa interioridade, nosso espírito. 

O pecado lança na escuridão nosso ser, mata a força de nossa vontade, apaga o brilho de nossa vida. E o mais grave é que ele nos afasta da presença de Deus, porque é treva, enquanto Deus é luz. Quaresma é tempo de conversão, é o grito de Deus à nossa surdez. Quantos de nós somos até pessoas de bem, bons cristãos, mas compactuamos com tanta estrutura geradora de morte? Sim. Romper com o pecado exige também romper com as estruturas que o perpetuam, bem como com suas consequências como a miséria, a fome e a violência.

Como pensar em conversão se assistimos e aplaudimos programas televisivos que apregoam o aborto, o sexo sem compromisso, a exploração do corpo e tantas outras desgraças? É tempo de mudança; tempo de desmascararmos o pecado por detrás de nossas atitudes e, definitivamente, dizer basta. Deus o quer, o mundo precisa e nós necessitamos! Ouçamos, então, a voz de Deus e voltemos para Ele nossos corações, através de uma sincera reconciliação. Lembrando que, para os pecados graves, se faz necessário a absolvição sacramental por meio de um ministro ordenado. Não existe confissão diretamente com Deus.

As palavras de Jesus, após a ressurreição foram claras: “aqueles a quem perdoardes os pecados vos serão perdoados (Jo 20,23). Nunca o Sacramento da Penitência foi tão necessário como em nossos dias. Esse Sacramento é essencial para robustecer os corações vacilantes, remir as almas pecadoras e afervorar os que procuram não perder o rumo da felicidade eterna. 
Juca

sábado, 3 de março de 2018

Seja bem vindo Diácono Daniel!

Por Paróquia São João Batista   Postado As  11:26   Sem Comentários
Sete homens escolhidos para o serviço do altar e da caridade foram ordenados diáconos na basílica de São José, em Barbacena, Região Pastoral Mariana Sul, dia 24 de fevereiro. A celebração foi presidida pelo arcebispo, Dom Geraldo Lyrio Rocha, e concelebrada pelo bispo de Leopoldina, Dom José Eudes, e o bispo auxiliar de Belo Horizonte, Dom Geovane Luís da Silva. O momento também contou com a participação de centena de padres, seminaristas, religiosos, familiares, amigos e muitos fiéis.

Os novos diáconos são: Daniel Fernandes Moreira (Senador Firmino), Daniel Júnior dos Santos (Barbacena), Fabiano Alves de Assis (Coimbra), Fabiano Milione Honório (Lamim), Harley Carlos de Carvalho Lima (Cristiano Otoni), Jackson de Sousa Braga (Itabirito) e Rosemar Marcos Condé (Senhora dos Remédios) são os novos diáconos da Igreja particular de Mariana. Dia 26 de fevereiro, Dom Geraldo Lyrio Rocha nomeou esses diáconos para realizar o trabalho pastoral em diferentes paróquias. Daniel Júnior dos Santos foi designado para a nossa paróquia. Segundo o site da Arquidiocese, desde criança, seu maior sonho sempre foi o de ser padre. Atuou como coroinha e participou dos encontros do SAV (Serviço de Animação Vocacional).

Em 2010, ingressou no curso Propedêutico do Seminário São José em Barbacena, depois no Seminário Maior São José em Mariana, onde cursou Filosofia (2011-2013) e Teologia (2014-2017). Realizou estágio pastoral em diversas comunidades e paróquias da Arquidiocese. Daniel, estamos muito felizes com a notícia de sua nomeação. Com o coração aquecido, aguardamos a sua chegada e oramos ao Pai para que você possa espalhar muitas sementes férteis por estas terras viçosas. Seja muito bem-vindo!

domingo, 14 de janeiro de 2018

Parceria: Questão de Sobrevivência e Salvação

Por Paróquia São João Batista   Postado As  12:36   Sem Comentários

No livro “Fábulas sobre a difícil arte de administrar”, José Roberto Machado conta-nos uma interessante história: “Era uma vez um campo de prisioneiros onde os presos eram divididos em grupos e cada grupo ocupava uma cela, onde eram acorrentados formando um círculo. No centro do círculo havia um grande caldeirão com uma suculenta sopa, único alimento que lhes era oferecido. Como os prisioneiros ficavam distantes do caldeirão, para se alimentarem usavam uma colher com um comprido cabo.
O inconveniente é que a colher alcançava a sopa, mas, por ser extremamente longa, não conseguia voltar e chegar até a boca dos prisioneiros. Desespero: eles não podiam se alimentar, apesar de a comida estar tão perto. O comandante do campo, certa vez foi fazer uma vistoria nas celas e observou que a maioria dos prisioneiros estava magra e faminta. Entretanto, em uma delas eles estavam fortes e bem alimentados.  Seria um milagre ou algum guarda estava libertando os presos na hora das refeições? Não era milagre.
Os prisioneiros dessa cela aprenderam na prática o significado da palavra parceria e passaram a alimentar quem estava a sua frente. Assim, todos enchiam a colher e todos comiam”.
O autor conclui: “Parceria é, antes de tudo, uma atitude; uma forma inteligente de oferecer para receber, com vantagens para todos. [...] Leva vantagem aquele que compreende que a melhor situação é a que beneficia a todos. Na matemática do mesquinho, quando um ganha, alguém perde. Na parceria, entretanto, todos ganham e a situação é sempre saudável e duradoura”.
Para sobreviver em sua situação extremamente difícil, os personagens dessa fábula não fizeram nada mais do que colocar em prática o Provérbio 11, 17 que diz: que “Quem faz o bem aos outros, a si mesmo o faz” ou Mateus 7, 12: “Em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas".
Essa história me lembra uma cerimônia de casamento quando o sacerdote perguntou a cada um dos noivos: “você está se casando para ser feliz?” Ao que ambos responderam “Sim, estou”, ele explicou: “Vocês devem se casar para fazer o outro feliz”. Fazendo assim, não há como o casamento dar errado. Cada um fará o melhor para agradar o outro. Mas se cada um se concentrar apenas na própria felicidade, a parceria está predestinada ao fracasso. 
Também em nossos serviços pastorais, só alcançaremos realização se trabalharmos para o bem-estar e crescimento comum. Se vamos à igreja para nos alimentar, sem nos preocuparmos se o outro também está crescendo na fé, o alimento não nos sustenta. Como diz minha mãe: “ninguém vai para o céu sozinho”, ou seja, a salvação é questão de parceria; professando a nossa fé em Jesus Cristo, vivendo a sua Palavra no amor e cuidado com o próximo teremos a recompensa divina.
Que no ano novo, possamos estabelecer parcerias efetivas que nos ajudem a viver bem e juntar tesouros no céu.  Feliz 2018!

Cida Zolnier

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

A arte da convivência

Por Paróquia São João Batista   Postado As  03:11   Sem Comentários
Mais valem dois do que um só, porque terão proveito do seu trabalho. Porque se caem, um levanta o outro; mas o que será de alguém que cai sem ter um companheiro para levantá-lo? (Eclesiastes 4,9-10)
Ninguém é uma ilha, ninguém vive só! Mas para isso precisamos aprender a ser estrategistas... e artistas!

Sabemos que a convivência é uma arte, talvez das mais difíceis. Viver com os outros não só é um desafio, mas também uma aprendizagem muito importante que nos possibilita conhecer a nós mesmos, conhecer nossas emoções, sentimentos, apegos e tudo aquilo que nos faz crescer (ou não) como pessoas que busca a maturidade diante da vida.

É na convivência com o outro que vamos aprendendo a compartilhar nossas conquistas e frustrações, bem como reconhecer a igualdade na diversidade, pois somos feitos à imagem e semelhança de Deus, mas cada um com suas peculiaridades. E para conseguir ter uma boa convivência com o outro, seja na família, no trabalho, na comunidade temos uma excelente orientação, uma estratégia de convivência ensinada pelo Nosso Mestre Jesus Cristo: “Tudo o que quereis que os outros vos façam, fazei vós a eles (Mt 7,12)


Jesus é quem deve ser sempre o nosso exemplo, é Dele que devemos sempre buscar o que é necessários para viver e conviver bem.

Nós podemos até ser muito “piedosos” rezando muito, fazendo penitências e cumprindo todos os preceitos, mas se não tivermos em nosso coração o desejo de amar ao próximo como a nós mesmos, porque esse é o mandamento, principalmente aqueles que moram com a gente na mesma casa, em nada vai adiantar o cumprimento desses preceitos.

Em nossas relações sempre haverão divergências, mas precisamos aprender a respeitar a opinião do outro, o modo de ser, mas contudo, precisamos ser coerentes em nossas atitudes e estar abertos para o bom conselho e saber o momento de mudar ou não essas atitudes diante das situações que nos apresentam.
Precisamos aprender a encontrar estratégias para conviver bem com as pessoas. Evitar discórdias. Precisamos aprender a respeitar o tempo do outro, como Jesus nos ensina, fazer para o outro o que queremos que ele nos faça.

No relacionamento com as pessoas precisamos aprender a entrar no coração delas, ouvir o que o outro tem a nos dizer sem fazer pré-julgamentos, ouvir com atenção, sem interromper o outro com palavras nem sempre acolhedoras, muitas vezes nos esquecemos que o silêncio também é importante na relação com o outro.

Que Deus nos ajude a seguir os ensinamentos de Jesus e aprender dele que ninguém é perfeito mas somos feitos à Sua imagem e semelhança e por isso, se quisermos, podemos fazer dos ambientes que frequentamos, lugares mais agradáveis, saudáveis onde a boa convivência seja uma constante e nos ajude a ser pessoas melhores. Fiquemos atentos a isso, se queremos agradar a Deus, devemos nos esforçar para tratar o outro como Jesus faria ou como você gostaria de ser tratado.

Silvana Rocha

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

A Morte sob o olhar da Esperança

Por Paróquia São João Batista   Postado As  11:42   Sem Comentários
Em geral, preferimos não pensar na morte! Apesar de sabermos que ela é um fato cotidiano, preferimos não considerá-la como companheira nossa, apenas dos outros.
Reagimos de todas as formas contra essa realidade inevitável, porque a vemos como inimiga da vida. Normalmente fazemos o possível e o impossível para viver. 
O instinto natural para a vida é tão forte que até se chega a matar, ou desejar a morte, para viver. Mesmo com toda a pretensão, a humanidade sempre se viu incapaz diante desse mistério. Ela, no entanto, é parte constituinte da vida humana.

“Diante da morte, o enigma da condição humana atinge seu ponto alto. Todas as conquistas da técnica, ainda que utilíssimas, não conseguem acalmar a angústia do homem” (Gaudium et Spes 250). Para o escritor cubano José Martí, “a morte não é verdade, quando se cumpre bem a obra da vida”. O que não podemos fazer é nos iludir que o infinito caiba no finito, que o eterno possa ser aprisionado no tempo. Somos seres finitos carregados de desejos infinitos.

Meus irmãos, a coisa mais certa da vida é, um dia vamos deixar este mundo, queiramos ou não. Pena que o ser humano ainda não se conscientizou dessa realidade. São Paulo nos ensina que a vida e a morte andam de mãos dadas. Ou seja, “cada dia morremos um pouco” (ICor 15, 31). Porém, este morrer tem que ser acompanhado de um novo viver. Embora o nosso físico vá se desfazendo, o nosso homem ou mulher interior vai se renovando a cada dia (2 Cor 4, 16). O que frustra uma vida humana e a tira do caminho da esperança é o investimento no egoísmo. Este leva a pessoa a implodir na infelicidade. Não existe pior drama para o ser humano do que guardar a vida para si. “Pois, quem guardar a vida para si, vai perdê-la, mas quem a doar por causa de Mim e do Evangelho vai salvá-la (Mc 8, 35)”.

Portanto amados leitores, creio ser importante, a partir do vértice da vida, considerar o que é a morte, observando onde e como estamos investindo nosso viver e nossos dons. O investimento que nos eterniza realmente é o amor. Segundo São João da Cruz: “seremos julgados pelo amor”. Que Deus nos ilumine e nos guarde. 
Juca

domingo, 8 de outubro de 2017

CARTA DE DEUS

Por Paróquia São João Batista   Postado As  13:39   Sem Comentários
Deus nos criou para a felicidade. Ele nos ornou com todas as possibilidades para sermos felizes, para vivermos no amor, na paz. Ele, porém, não nos força a vivermos assim. Aliás, a felicidade é uma consequência do bem; ela não se conquista com riquezas e poder, mas unicamente pela prática do bem. Deus é um Pai misericordioso e sabe o que é melhor para seus filhos. Mas ele não impõe; apenas indica e sugere, porque respeita a liberdade que Ele próprio nos concedeu.
As sugestões de felicidade dadas por Deus estão na Bíblia Sagrada, uma carta belíssima deixada pelo Pai a nós seus filhos. É preciso que nos agarremos a essa arma poderosa, lendo, meditando e procurando viver o que ela nos ensina. Como destacou Santo Agostinho: “A Bíblia é a boca de Deus”.
Neste mundo dilacerado pelas discórdias, é urgente ouvirmos a voz do Altíssimo. Ela propicia delícias inefáveis a quem a lê com fé, forma a sólida piedade, espiritualiza e santifica. Daí a necessidade de uma concentração ativa que busca com avidez o recado do Criador.
As páginas do Antigo Testamento narram como Deus conduziu e formou o seu povo. Através de lutas, admoestações e peripécias, Ele foi lentamente transformando e educando esse povo. A Bíblia relata a caminhada do homem que se afastou de Deus, mas lentamente se voltou a Ele. Nos nossos tempos, sentimos que a volta do homem para Deus parece cada dia mais distante. A felicidade para a qual Deus nos predestinou está se afogando pelo egoísmo, ganância, injustiça já que muito está sob o poder de poucos e pouco nas mãos de muitos.
Diante das tantas injustiças atuais, faz-se necessário uma leitura orante para que o Verbo Divino vá penetrando todos os meandros da nossa consciência. Assim, quem toma nas mãos a Bíblia deve estar movido do bom propósito de praticar o que nela aprende. Como diz São Paulo “não são justos diante de Deus os que ouvem a lei; mas os que a observam "(Rm 2, 13). São Tiago faz idêntica advertência: “Sede, pois praticantes da Palavra e não ouvintes somente, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1, 22).
Através da Escritura Sagrada, Deus vai construindo seu projeto de amor na terra, pois sua Palavra possui respostas para todos os desafios da vida. Por isso é que o Papa São João Paulo II afirmava: “A Bíblia não quer ensinar como é feito o céu, mas como se vai para o céu”.
Juca

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